Jz - 4.3 - Então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, porquanto ele tinha novecentos carros de ferro, e por vinte anos oprimia violentamente os filhos de Israel.


26/10/2011 às 17:38
DONS DE LÍNGUAS E INTERPRETAÇÃO

DONS DE LÍNGUAS E INTERPRETAÇÃO

"O dom de língua é a capacitação dada por Deus para proclamar suas verdades, de modo inteligível, através de idiomas não aprendidos anteriormente por parte daquele que fala, com a finalidade de testemunhar das grandezas de Deus." (Pontos Salientes/ 1982 - pg.51 JUERP)

"Entende-se por dom de línguas o milagre divino em que, no exercício da vontade e sabedoria divinas, o Espírito Santo concede a alguns crentes a capacitação de falarem em idiomas que não aprenderam pelos processos naturais, e isso para o fim de testemunharem eles de Jesus Cristo perante os que não crêem." (A Doutrina do Espírito Santo - Parecer da Comissão dos Treze - pg.63 JUERP)

 

INTERPRETAÇÕES DIVERGENTES

 

Nem sempre é fácil definir e defender todos os pontos doutrinários com referência ao dom de línguas, a começar pela própria definição de "línguas" em  1 Co 12 e 14.

Alguns crêem que o dom de línguas é algo semelhante ao que aconteceu em Petencostes, ou seja: capacitação dada ao crente de falar um idioma, sob a ação do Espírito Santo, para transmitir mensagem inteligível.

Outros, no entanto, admitem que o fenômeno do Pentecostes foi um milagre único, e o dom de línguas é algo diferente: uma experiência de êxtase espiritual, que leva o crente a falar uma linguagem incompreensível aos homens, mas compreensível a Deus. O texto bíblico pode ser usado para defender ambas as posições." (Pontos Salientes)

 

Mesmo que haja dúvidas quanto ao significado exato de "línguas" em  I Coríntios, alguns aspectos da questão são claros:

 

1) As línguas não são um sinal de que o crente tenha recebido o Batismo no Espírito Santo. Não sejamos enganados por aqueles que dizem que só os que falam as línguas são crentes verdadeiros; língua é tão e unicamente um dom concedido por Deus;

 

2) A evidência de uma vida dominada pelo Espírito Santo não está em possuir dons espirituais, mas manifestar a virtude e o fruto do Espírito; (Gl 5.22)

 

3) Não há registro no Novo Testemento de que o dom de línguas fosse enfatizado nas igrejas;

 

4) Em nenhum lugar do NT o crente é encorajado a falar em línguas. Apesar de não o proibir (1 Co 14.5-39), Paulo orienta os crentes a praticarem outros dons que sejam úteis para a edificação da igreja (1 Co 14.1,5,12);

 

5) Falando sobre o dom de línguas em Corinto, Paulo enfatiza a necessidade de ordem no culto, através de três recomendações: 1º) Não era toda a igreja que podia falar, mais apenas dois ou no máximo três; 2º) Não deverão falar todos ao mesmo tempo, mas cada um por sua vez; 3º) As línguas deveriam ser interpretadas. Se não houvesse alguém com o dom de interpretação, os crentes deveriam ficar calados (1 Co 14.27-28). No entender de Paulo, o culto cristão não deve caracterizar-se pelo barulho e confusão, mas pela ordem e decência, pois Deus não é Deus de confusão (1 Co 14.33 e 40). A Bíblia ensina que aquele que fala línguas deve preocupar-se em interpretar para que a igreja entenda e seja edificada (1 Co 14.13).

 

6) O comportamento dos crentes em Corinto não deve servir de modelo para nossa igreja.

 

 

O QUE ESTAVA ACONTECENDO EM CORINTO

 

Tudo nos leva a crer que as manifestações de línguas em Corinto eram, de um modo geral, uma deturpação do dom de línguas, e não a expressão adequada desse dom. Portanto, ao estudarmos, devemos fazer distinção entre o que estava acontecendo em Corinto e o que Paulo ensinou sobre o dom de línguas.

Também não devemos estudar o assunto baseando-nos no que acontece nas diversas comunidades que enfatizam esse dom e muito menos na experiência individuais dos crentes que dizem  possuir o referido dom.

Devemos nos basear unicamente nos ensinamentos da Bíblia, sem procurar favorecimentos para fortalecer ou defender qualquer doutrina.

A igreja em Corinto era problemática. A prova disso é a primeira carta de Paulo aos Corintios, onde ele registra uma infinidade de questões:

1º) Era uma igreja onde havia dissensões (vide capítulo 1.10);

2º) Havia problemas morais (capítulo 1-5);

3º) Problemas matrimoniais (capítulo 7);

4º) Sacrifícios a ídolos (capítulo 10.14-19);

5º) Irregularidades na ceia do Senhor (capítulo 11) e ainda (capítulo 11.17-34);

6º) Descrença na ressurreição (capítulo 15.12).

 

Ao lado de todos esses problemas, os coríntios falhavam também no ministério dos dons espirituais, principalmente no de línguas (capítulo 12, 13 e 14). Essa falha estava associada à divisão na igreja, falta de amor, carnalidade e exibicionismo.

Basicamente a situação em Corinto se caracterizava pelas seguintes atitudes, que são as encontradas na maioria das igrejas dos nossos dias, as quais dão exagerada ênfase ao dom de língua:

 

1º) Prioridade ao dom de línguas em prejuízo aos demais;

2º) Inversão de valores colocando em segundo lugar dons mais importantes para igreja;

3º) Incentivo à falta de unidade na igreja;

4º) Exaltação pessoal;

5º) Espiritualidade falsa e aparente;

6º) Busca do proveito próprio em lugar do proveito comum e;

7º) Desordem no culto.

 

 

O DOM DE LÍNGUA HOJE

 

"Cremos que Deus pode operar hoje como operou no passado." (Pontos Salientes/ 1982 - pg.55 JUERP)

 

"Sempre que algum crente receber de Deus, pelo Espírito Santo uma capacitação linguística especial e milagrosa, e cremos que isso ainda hoje se verifica, esse dom será para os fins gloriosos do reino de nosso Senhor Jesus Cristo." (A Doutrina do Espírito Santo - Parecer da Comissão dos Treze/ 1964 - pg.69 JUERP)

 

"Ainda com relação ao exercício do dom de línguas nos dias atuais, transcrevemos um parágrafo do livro ´O Espírito Santo na Experiência Cristã ´, de Janes D. Crane, da JUERP, pg.104: Este escritor considera destituída de fundamento a afirmação de que qualquer dos dons do Espírito foi irrevogavelmente abandonado. Não é esse o meio correto de combater os abusos gritantes que alguns têm perpetrado a propósito dos dons espirituais".

 

Como podemos explicar esses abusos gritantes daqueles que dizem falar em línguas, como sinal do batismo no Espírito Santo?

1º) FRAUDE: há pessoas que fingem possuir esse dom, imitando habilmente algum caso que já tenham presenciado de alguém que, supostamente, falara língua.

2º) AÇÃO DIABÓLICA: o inimigo de nossas almas pode realizar esse tipo de milagre.

3º) SUGESTÃO HIPNÓTICA: associada ao esforço de imitação, responde a maioria dos casos de pessoas que dizem falar "línguas estranhas".

4º) MANIFESTAÇÃO EMOTIVA: quando, educados numa determinada cultura ou quando estiverem debaixo de fortes pressões.

 

 

O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE O DOM DE LÍNGUAS

 

As instruções específicas sobre esse  polêmico assunto estão no capítulo 14 de 1 Coríntios, o qual deverá ser consultado a seguir.

 

Pastor Nilton Barreto

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