Jó - 13.12 - As vossas memórias são como provérbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo.


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16/12/2014
Madagascar

Família Basso em Madagascar...

 

 


“Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres”
Sempre que pensamos nas nossas vidas, um dos primeiros versículos que vem à nossa mente é o Salmo 126. Não conseguimos parar de Glorificar ao nosso amado Senhor pela maneira amorosa  com que ele tem conduzido os nossos passos.
 

Chegamos!

Após nove anos de estudo entre seminário, treinamentos, e muito estudo, chegamos em Madagascar.
Nossa primeira semana em Antananarivo, capital do país, foi uma correria. Comprar comida, remédios e materiais para cinco meses, foi absolutamente um caos. A cidade de Betroka, cidade na qual iremos morar e desenvolver o ministério, não nos dá acesso a muitas coisas. Por isso necessitamos levar suplementos da cidade. Outro problema é que, nessa época do ano, chove muito e as estradas ficam intransitáveis. O rio enche e só podemos sair daqui em Abril ou Março de 2015, ou de avião.
Cinco dias depois, estávamos a caminho de Betroka. Como seria a nossa vida? Será que o povo é rceptivo? Como será a vida do povo Bara? Nosso coração palpitava a cada reflexão que fazíamos e essas eram algumas perguntas que subiam à nossa mente.
A viagem foi um grande desafio. Alugamos uma Van para nos trazer. Os vidros da Van não fechavam, a porta caía a cada parada e a estrada era praticamente deserta. Entretanto, no meio do caminho, encontramos pequenos vilarejos. Casas simples , feitas de barro no meio do nada! Era difícil acreditar que haviam pessoas morando ali. 
A viagem durou dois dias. Quando chegamos, a única coisa que ainda estava clara em nosso corpo eram os olhos e os dentes! Estávamos cobertos de poeira. O cabelo nem mexia de tanto pó (nunca imaginamos que pó deixaria o cabelo tão grosso e duro) mas enfim, chegamos na nossa casa.
Casa simples, mas que o Senhor preparou para que morássemos.
Em Betroka, nos deparamos com um povo sorridente e trabalhador. As mulheres de saias e os cabelos trançados. Os homens carregando galões de água, sacos de arroz e mandioca. Nada diferente para uma cultura rural como a deles.
               

A vida em Betroka!

Nossa vida aqui, parece a vida sertaneja do nosso amado Brasil. Sem água encanada (na verdade quase sem água), pouca eletricidade e tudo muito simples e rústico.
Viver aqui não é nada fácil. A fome aqui é muito grande a muitas pessoas são doentes e desnutridas. Vimos crianças comendo gafanhotos e “besourinho” ( como se fosse batata-frita Hufles) por falta de ter o que comer. Pessoas idosas lutando com o calor  de 40 graus, com falta de medicamentos e médico; outras com problemas mentais e espirituais (endemoniadas). Não é fácil ver esta situação sentimos nossos corações quebrantados  toda  vez que nos deparamos com situações como esta.
 Frequentemente, pequenas tempestades de areia nos assaltam. Nossa casa está sempre cheia de areia e é impossível ficarmos um dia limpos; a poeira é muita. 
 Mas nem tudo é só dificuldade. Encontramos um povo feliz e contente com o pouco. Para as crianças, pedras viram carrinhos, bonecas, e diversão. Tampinhas de garrafa? Viram bolinhas de gude e é lindo  ver o sorriso estampado no rosto enquanto brincam. Parecem ser as pessoas mais ricas do mundo em seu pequeno mundo.
As pessoas são unidas e respeitam uns aos outros, especialmente os velhos. Eles vivem em comunidade compartilhando o pouco que tem. Seja  Balaraso (mandioca seca) ou  Vary (arroz). Não importa a hora a casa está sempre aberta para você entrar e conversar. Esse é um pouquinho do povo Bara.
Entretanto, o povo Bara é aprisionado pelo Animismo.Eles adoram seus ancestrais e aos espíritos( demônios), dos quais eles possuem muito medo e obedecem à risca o que foi ordenado pelos feiticeiros.


 

Home Stay

Home Stay é um programa de adaptação cultural e linguística da MIAF, que visa ajudar a diminuir o choque cultural.
Moramos com uma família Bara para aprendermos um pouco da cultura e de como eles vivem. Foi bem difícil no primeiro dia. Sentimos bastante fome, pois eles só tinham um pouco de mandioca para comer e não conseguíamos nos comunicar porque eles só falam Bara e nós não entendíamos nada. Depois foi melhorando. No terceiro dia eles já estavam mais confortáveis com os “Vazá” (brancos/estrangeiros) na casa deles e nós já conseguíamos nos comunicar um pouquinho com gestos e repetições das frases.
Aprendemos algumas coisas a respeito da cultura neste período, e começamos a abrir o ouvido para a língua

 

Jana: As mulheres arrumaram meu cabelo como o delas e fizeram para mim uma roupa típica Bara. Foi muito bom sentir o carinho e o entusiasmo delas em tentar me ensinar um pouco sobre a cultura feminina e seu papel na comunidade.

 


Hoje já sabemos nos comunicar um pouquinho na língua Bara. Sabemos alguns verbos e algumas frases chaves do dia a dia e estamos muito, mas muito felizes! Louvado Seja o nosso Deus a Ele a honra e Glória.

 Motivos de louvor

  • Louvamos ao Senhor pelo cuidado Seu  para com as nossas vidas;
  • Pelo nosso primeiro mês aqui em Betroka;
  • Pela nossa saúde(estamos bem)
  • Pelos nossos primeiros relacionamentos com o povo;

 Motivos de Oração

  • Pelo aprendizado da Lingua e cultura;
  • Por novos relacionamentos;
  • Pelo Time de missionários que estão servindo aqui;
  • Por chuva- a vida é muito mais difícil sem água;
  • Pela saúde do povo Bara- Eles sofrem com muitas doenças e aqui não tem médico.
  • Para que o Senhor alcance o coração do povo para e eles possam conhecê-lo como Senhor e Salvador;
  • Pelos nossos familiares - Salvação  
assonibasso@gmail.com 

 

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